Barnabé, o encorajador: o discípulo que levantou os outros
Na história da Igreja nascente, há as grandes figuras: Pedro, Paulo, Estêvão. E há aqueles que trabalham na sombra, sem os quais nada teria se sustentado. Barnabé é um deles. Não nos lembramos dos seus grandes discursos, mas da sua maneira de abrir portas para os outros. Esta missão convida você a conhecê-lo.
Como isso aparece no seu dia
A tarefa é simples: leia Atos 4:36-37 e Atos 9:26-27 e anote como Barnabé confiou nos outros. Para que a leitura dê fruto, faça-se algumas perguntas:
- O que Barnabé dá? Na primeira passagem, ele vende um campo e leva o valor aos apóstolos. Na segunda, dá algo mais raro: a sua reputação.
- Quem ele ajuda? Um homem que todos temem, Saulo, o antigo perseguidor dos cristãos.
- O que ele arrisca? Se Saulo se revelasse um traidor, Barnabé seria o responsável.
- O que isso produz? Sem ele, Saulo, que se tornou Paulo, talvez tivesse ficado à margem.
Em seguida, aplique: há alguém ao seu redor que os outros olham com desconfiança, que precisa de alguém que o apresente, o recomende, abra um lugar para ele? Um novato na sua igreja, um colega com um passado difícil, um jovem que cometeu erros? Hoje você pode fazer o papel de Barnabé: uma palavra de recomendação, um convite para a sua mesa, uma apresentação a alguém.
Se você está com pressa, guarde só esta ideia: encorajar é dar a sua confiança antes de ter garantias. Se você é tímido, pode começar por um gesto pequeno: uma mensagem a alguém que anda sem confiança em si mesmo.
O que a Bíblia diz
Barnabé tem um apelido que diz tudo sobre a sua personalidade:
Atos 4:36-37
José era o seu nome de batismo; os apóstolos o rebatizaram Barnabé, que significa filho de exortação, isto é, de encorajamento. É um apelido que não se escolhe: recebe-se de quem se beneficiou da nossa atitude. Mais tarde, a sua reputação é confirmada:
Atos 11:24
O texto o descreve como um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé: não é um grande orador, mas um homem bom. E, por causa dele, uma multidão se junta ao Senhor. O relato do encontro com Saulo em Jerusalém (Atos 9:26-27) mostra que Barnabé tomou Saulo consigo e o levou aos apóstolos. Contou o que tinha acontecido no caminho de Damasco: serviu de ponte.
Armadilhas a evitar
Confundir encorajar com bajular. Barnabé não diz o que as pessoas querem ouvir: ele acredita nelas e mostra isso por atos. Um encorajamento verdadeiro parte de uma constatação honesta.
Querer ser reconhecido como “o bonzinho”. Barnabé é discreto. Ele não faz campanha para receber o crédito pelo sucesso de Paulo. Encorajar, às vezes, é apagar-se.
Confiar sem discernimento. Barnabé correu um risco, mas com conhecimento de causa: tinha escutado Saulo. Discernimento e confiança andam juntos.
Esgotar-se para levantar todo mundo. Você não pode ser o Barnabé de cada pessoa. Pergunte a Deus quem ele coloca diante de você hoje.
Esquecer que Barnabé também precisava de encorajamento. Para ser um Barnabé, também é preciso ter um irmão ou uma irmã que cuide de você.
Hoje, pense em uma pessoa que precisa que alguém acredite nela. Faça um gesto concreto para mostrar a sua confiança.