Mathétès

Orar pelos seus amigos, um por um

Os seus amigos são provavelmente as pessoas que mais contam para você depois da família. No entanto, costumamos mandar mensagens a eles antes de orar por eles. Esta missão convida você a levá-los diante de Deus, um por um, como quem folheia fotografias.

Como isso aparece no seu dia

Reserve um momento tranquilo e faça uma lista mental dos seus amigos. Para hoje, guarde só os que vêm mais naturalmente: três, quatro, cinco. Para cada um, você faz três coisas:

  1. Diz o nome dele a Deus. Só isso já é orar.
  2. Lembra a situação dele. O que ele vive neste momento: uma mudança de emprego, uma separação, um luto, um projeto, uma alegria recente.
  3. Pede uma coisa precisa. Não dez, uma só.

Por exemplo:

Se você tem muitos amigos, não tente cobrir todos: pegue alguns hoje, outros amanhã, e em poucos dias terá feito a volta. Se está com pressa, ore andando ou no transporte, um rosto depois do outro. Se não se sente muito à vontade com a oração espontânea, use os seus contatos do telefone: role a lista e pare em três nomes.

E se sentir um impulso, mande depois uma mensagem bem simples: “Pensei em você hoje.” Muitas vezes é exatamente o momento em que o outro precisava.

O que a Bíblia diz

Paulo é um modelo de amigo fiel na oração. Ele escreve aos efésios:

Efésios 1:15-16

Observe o jeito: ele menciona as pessoas nas suas orações, com gratidão pelo que vê de bom nelas. A Filemom, ele escreve quase a mesma coisa:

Filemom 1:4-6

Isso dá um roteiro precioso: primeiro agradecer pela pessoa, depois pedir algo preciso, aqui que a fé dela seja eficaz. A amizade e a oração andam juntas.

No livro de Jó, uma frase surpreende:

Jó 42:10

Jó orava pelos seus amigos, aqueles mesmos que o tinham entendido mal durante capítulos. O gesto de orar por eles está ligado à restauração dele. Orar pelos outros não é só um presente que se dá a eles, é também o que nos põe de pé.

Armadilhas a evitar

A lista congelada. De tanto repetir os mesmos nomes com as mesmas palavras, ora-se por hábito. Fique atento ao que muda na vida de cada um e adapte a sua oração.

O amigo que não crê. Você pode orar por ele sem impor a sua fé. Peça para ele o que é bom: paz, saúde, sabedoria e, se quiser, que encontre Deus. Sem pressioná-lo.

A oração de ladainha. Você não precisa passar vinte minutos em cada amigo. Algumas palavras sinceras valem mais que longas fórmulas.

O esquecimento dos silenciosos. Ora-se facilmente pelos amigos que contam as suas preocupações. Pense também nos que não dizem nada, muitas vezes os que mais precisam.

A oração como álibi. “Estou orando por você” não deve substituir a atenção concreta: uma ligação, uma visita, uma refeição. Orar e agir andam juntos.

Hoje, escolha três amigos. Diga o nome deles a Deus, lembre a situação de cada um e peça uma coisa precisa por cada um.

Pronto para colocar em prática?

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