Orar pelos seus amigos, um por um
Os seus amigos são provavelmente as pessoas que mais contam para você depois da família. No entanto, costumamos mandar mensagens a eles antes de orar por eles. Esta missão convida você a levá-los diante de Deus, um por um, como quem folheia fotografias.
Como isso aparece no seu dia
Reserve um momento tranquilo e faça uma lista mental dos seus amigos. Para hoje, guarde só os que vêm mais naturalmente: três, quatro, cinco. Para cada um, você faz três coisas:
- Diz o nome dele a Deus. Só isso já é orar.
- Lembra a situação dele. O que ele vive neste momento: uma mudança de emprego, uma separação, um luto, um projeto, uma alegria recente.
- Pede uma coisa precisa. Não dez, uma só.
Por exemplo:
- “Senhor, a Lia vai se mudar daqui a duas semanas. Dá a ela serenidade e bons encontros na nova cidade.”
- “Senhor, o Karim procura emprego há oito meses. Guarda a esperança dele.”
- “Senhor, a Júlia vai ter um bebê. Protege a gravidez e torna-os felizes.”
Se você tem muitos amigos, não tente cobrir todos: pegue alguns hoje, outros amanhã, e em poucos dias terá feito a volta. Se está com pressa, ore andando ou no transporte, um rosto depois do outro. Se não se sente muito à vontade com a oração espontânea, use os seus contatos do telefone: role a lista e pare em três nomes.
E se sentir um impulso, mande depois uma mensagem bem simples: “Pensei em você hoje.” Muitas vezes é exatamente o momento em que o outro precisava.
O que a Bíblia diz
Paulo é um modelo de amigo fiel na oração. Ele escreve aos efésios:
Efésios 1:15-16
Observe o jeito: ele menciona as pessoas nas suas orações, com gratidão pelo que vê de bom nelas. A Filemom, ele escreve quase a mesma coisa:
Filemom 1:4-6
Isso dá um roteiro precioso: primeiro agradecer pela pessoa, depois pedir algo preciso, aqui que a fé dela seja eficaz. A amizade e a oração andam juntas.
No livro de Jó, uma frase surpreende:
Jó 42:10
Jó orava pelos seus amigos, aqueles mesmos que o tinham entendido mal durante capítulos. O gesto de orar por eles está ligado à restauração dele. Orar pelos outros não é só um presente que se dá a eles, é também o que nos põe de pé.
Armadilhas a evitar
A lista congelada. De tanto repetir os mesmos nomes com as mesmas palavras, ora-se por hábito. Fique atento ao que muda na vida de cada um e adapte a sua oração.
O amigo que não crê. Você pode orar por ele sem impor a sua fé. Peça para ele o que é bom: paz, saúde, sabedoria e, se quiser, que encontre Deus. Sem pressioná-lo.
A oração de ladainha. Você não precisa passar vinte minutos em cada amigo. Algumas palavras sinceras valem mais que longas fórmulas.
O esquecimento dos silenciosos. Ora-se facilmente pelos amigos que contam as suas preocupações. Pense também nos que não dizem nada, muitas vezes os que mais precisam.
A oração como álibi. “Estou orando por você” não deve substituir a atenção concreta: uma ligação, uma visita, uma refeição. Orar e agir andam juntos.
Hoje, escolha três amigos. Diga o nome deles a Deus, lembre a situação de cada um e peça uma coisa precisa por cada um.