Preparar a sua resposta a “Por que você crê?”
“Mas por que você crê?” A pergunta pode cair num almoço de família, na máquina de café, durante um trajeto. Pode ser curiosa, cética, agressiva ou carinhosa. Se você nunca refletiu sobre isso, corre o risco de ficar sem voz ou de responder ao lado. Esta missão convida você a pensar nisso com antecedência, com calma.
Como isso aparece no seu dia
Reserve dez minutos com uma folha. Escreva a sua resposta em cinco ou seis frases, como se falasse com alguém sincero. Para ajudar, três ângulos possíveis, entre os quais você escolherá o mais verdadeiro para você:
- O ângulo da experiência. “Vivi algo preciso.” Um momento em que Deus alcançou você, uma paz inesperada, uma oração atendida.
- O ângulo da pessoa de Jesus. “O que me tocou foi a maneira como Jesus trata as pessoas.”
- O ângulo do sentido. “A fé dá à minha vida um sentido, uma direção, uma esperança que eu não tinha antes.”
Depois, algumas regras para a sua resposta:
- Comece por “eu”. Você fala do seu caminho, não do dos outros.
- Seja simples. Evite o vocabulário de igreja.
- Continue honesto. Você pode dizer: “Não tenho todas as respostas, mas foi isto que me convenceu.”
- Deixe a porta aberta. Termine com uma pergunta: “E você, o que faz você seguir em frente?”
Você pode treinar diante do espelho ou com um amigo crente. Se está com pressa, guarde três frases-chave. Se é tímido, decorar a sua resposta lhe dará segurança. Se está começando na fé, você também tem uma história para contar: talvez seja recente, mas é verdadeira.
O que a Bíblia diz
Paulo não se esconde, nem no sofrimento:
2 Timóteo 1:12
A fé dele repousa numa pessoa, não numa teoria: ele sabe em quem confiou. Ele não diz que sabe tudo, diz que sabe em quem acreditou. Essa maneira de falar pode inspirar a sua resposta. Em Atenas, diante de pessoas que não têm a mesma cultura religiosa, Paulo começa partindo do que elas conhecem:
Atos 17:22-23
Ele não as ataca: percebe o que as habita (a religiosidade delas, o altar dedicado a um deus desconhecido) e usa isso como ponto de partida. Você pode fazer o mesmo: primeiro escutar o que o seu interlocutor crê ou não crê e depois responder de modo adequado. E Pedro convida a estar sempre pronto para dar a razão da esperança que há em nós, com mansidão e respeito (1 Pedro 3:15).
Armadilhas a evitar
Transformar a resposta em debate. Se a pessoa procura briga, não se deixe arrastar. Você não precisa ganhar uma discussão, precisa dar um testemunho honesto.
Fingir certezas que você não tem. Se você tem dúvidas, é humano. Pode responder: “Tenho perguntas, mas foi isto que me sustentou até aqui.”
Ter resposta para tudo. Diante de uma objeção difícil (o mal, o sofrimento, as contradições), não blefe. Dizer “Boa pergunta, vou pensar nisso” é sinal de honestidade, não de fraqueza.
Criticar o outro. Evite frases que façam o outro sentir que está errado: “Você deveria crer também.” Deixe-o avançar no ritmo dele.
Recitar uma apologética. É útil estudar, mas a sua resposta mais forte será sempre pessoal: o que Deus fez por você.
Hoje, escreva em cinco frases a sua resposta a “Por que você crê?”. Releia, simplifique e diga em voz alta.