Reler o seu caderno de oração e anotar as respostas
Manter um caderno de oração é bom. Relê-lo é aí que fica precioso. Muita gente descobre, ao virar as páginas, que Deus respondeu a coisas que quase tinham sido esquecidas. Esta missão mensal convida você a fazer esse balanço com calma e gratidão.
Como isso aparece no seu dia
Reserve trinta minutos, num lugar tranquilo, com o seu caderno e uma caneta. Você pode proceder em quatro etapas:
- Releia o mês inteiro, sem pressa. Leia os pedidos um por um.
- Para cada pedido, anote a situação atual. Está resolvido? Em andamento? Mudou? Foi esquecido? Sem resposta aparente?
- Escreva as respostas. “14 de maio: o Júlio voltou a ter emprego.” “22 de maio: a tensão com a minha mãe se acalmou.” Escreva até as respostas parciais, ou diferentes do que você pediu.
- Agradeça. Em voz alta, se possível, pedido por pedido.
Para os pedidos que não receberam resposta visível, não os risque cedo demais. Anote “ainda em espera” ou copie-os numa página nova. Algumas orações são maratonas.
Se você não manteve o caderno com muita regularidade, não tem problema: releia o que tem e anote o que puder. Se está com pressa, passe em revista só os três pedidos que mais lhe importam. Se é iniciante, um balanço de cinco minutos basta.
O que a Bíblia diz
Fazer memória das obras de Deus é uma prática antiga, que atravessa toda a Bíblia. Quando Israel atravessa o Jordão, Josué manda erguer um monumento de pedras:
Josué 4:6-7
As pedras são sinais: olha-se para elas para se lembrar. O seu caderno é um monumento de papel. Do mesmo modo, Samuel coloca uma pedra e dá a ela um nome que diz tudo:
1 Samuel 7:12
O nome afirma que até aqui o Senhor os ajudou: não que ele deu tudo, mas que até aqui esteve presente. Reler o seu caderno é dizer por sua vez: até aqui ele me ajudou.
Moisés exorta o povo a se lembrar de todo o caminho percorrido (Deuteronômio 8:2), inclusive as provações. E o salmista faz da memória uma arma contra o desânimo (Salmos 77:11).
Armadilhas a evitar
Ver só o que não foi atendido. É fácil se concentrar nas faltas. Comece pelo que aconteceu, mesmo pequeno. A gratidão reorganiza o seu olhar.
Interpretar depressa demais. Nem tudo o que acontece depois de uma oração é necessariamente uma resposta. Seja prudente, humilde: “Parece-me que Deus respondeu” vale mais que “Deus fez exatamente isso”.
Desanimar com a lentidão. Certas orações esperam anos. Não é sinal de que Deus não ouve você. Persevere, releia, continue.
Esquecer as respostas negativas. Às vezes a resposta é “não”, e mais tarde se entende. Anote-as também: costumam ser as páginas mais ricas do seu caderno.
Guardar tudo para si. Se quiser, compartilhe uma resposta com alguém: é um encorajamento para ele e para você. Uma resposta contada vira testemunho.
Neste mês, abra o seu caderno. Procure três respostas, grandes ou pequenas, e agradeça por cada uma.