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Defender um ausente: dizer uma palavra justa por quem não está

Uma conversa na pausa do café vai escorregando aos poucos: começa-se a falar de um colega ausente, primeiro de brincadeira, depois com mais dureza. Você sente que isso não é justo, mas não diz nada: ninguém gosta de fazer papel de desmancha-prazeres. Esta missão convida você a fazer diferente hoje, se a ocasião se apresentar.

Como isso aparece no seu dia

Defender um ausente não quer dizer fazer um discurso nem tomar o partido de alguém contra todos. Trata-se de dizer uma palavra justa, calma, que reequilibre a conversa. Algumas maneiras de fazer isso:

O que conta é o tom: sem acusar quem está falando. Você não está ali para dar lição de moral, mas para devolver ao ausente a sua dignidade. Se você é tímido, uma frase bem curta basta. Se você está com pressa, guarde isto: não acrescentar nada à crítica já é um primeiro passo.

Também pode ser defender alguém que nunca é defendido: uma pessoa marginalizada, um grupo ridicularizado, uma criança de quem se reclama, um líder criticado na sua ausência.

O que a Bíblia diz

O livro de Provérbios, nas palavras de uma mãe a seu filho rei, pede que se abra a boca por quem não pode falar:

Provérbios 31:8-9

O texto pede que falemos no lugar de quem não consegue fazê-lo. Na história de Davi, Jônatas dá um exemplo concreto: enquanto o pai dele, Saul, quer matar Davi, ele intercede por ele:

1 Samuel 19:4-5

Jônatas fala bem de Davi, lembra os serviços prestados, evoca a verdade dos fatos e obtém um apaziguamento. Ele corre um risco (o pai era violento), mas diz as coisas com justiça, sem insultar Saul. Por fim, o livro de Levítico proíbe espalhar calúnias (Levítico 19:16): não deixar a maledicência correr faz parte da justiça.

Armadilhas a evitar

Assumir o papel de justiceiro. Se você ataca quem critica, troca uma maledicência por outra. Fique manso e objetivo.

Defender alguém sem razão. Às vezes, a crítica é fundada. Defender um ausente não quer dizer negar os fatos: você pode dizer “Há um problema real, mas vamos conversar com ele”.

Colocar-se como salvador. Você não presta um favor ao ausente ao ficar com o melhor papel. Seja modesto: uma palavra basta.

Ficar em silêncio por medo. O silêncio costuma ser entendido como concordância. Até um simples “Eu não vejo assim” faz diferença.

Esquecer quem está presente. Quem critica não é inimigo: são colegas, amigos. Mantenha um tom respeitoso.

Hoje, se uma crítica contra um ausente se instalar, diga uma palavra justa e bondosa em favor dele.

Pronto para colocar em prática?

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