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Entregar as suas preocupações a Deus: como soltar o que você rumina

Há preocupações que giram na cabeça por horas: uma conta, um diagnóstico, uma briga, um futuro incerto. Preocupamo-nos como se, de tanto pensar, fôssemos resolver o problema. Esta missão convida você a fazer outra coisa: depositar.

Como isso aparece no seu dia

Entregar uma preocupação a Deus não é um sentimento, é um ato. Veja um método em quatro tempos:

  1. Dê nome a ela. Escreva ou diga com precisão o que preocupa você: “Tenho medo de não terminar o processo a tempo.”
  2. Distinga o que depende de você e o que não depende. Quanto ao processo, você pode se organizar e pedir ajuda. Quanto à reação do seu chefe, você não tem nenhum poder.
  3. Deposite. Diga a Deus: “Entrego-te esta preocupação. Faço a minha parte, o resto é teu.” Você pode abrir as mãos ou escrever a preocupação num papel que põe debaixo de uma Bíblia.
  4. Substitua. Quando a inquietação voltar (e ela vai voltar), leve-a de volta a Deus com uma frase simples: “Eu já te entreguei isso.”

Se você está com pressa, uma versão relâmpago: uma preocupação, uma frase, dez segundos. Se tem muitas preocupações, não tente depositar tudo de uma vez: pegue a que mais pesa hoje. Se é do tipo que remói de noite, mantenha um caderno perto da cama: escreva o que gira em círculo e diga “É teu” antes de fechá-lo.

O que a Bíblia diz

Pedro resume tudo numa frase que dá para decorar:

1 Pedro 5:7

Ele fala em lançar sobre Deus toda a ansiedade: a imagem é a de um peso que se põe no chão. E a razão cabe numa palavra: porque ele mesmo cuida de vocês. O fundamento da entrega é o cuidado de Deus por você.

Paulo dá um método parecido com o nosso:

Filipenses 4:6-7

Ele não diz para deixar de sentir inquietação: diz como tratá-la. Apresentam-se as necessidades a Deus, com gratidão, e a paz vem guardar o coração e os pensamentos, como uma sentinela. O salmo também diz:

Salmos 55:22

O próprio Jesus ensina a olhar as aves do céu (Mateus 6:25-27), não para negar as necessidades, mas para convidar à confiança. E o salmista testemunha que os consolos de Deus acalmam o interior quando os pensamentos se agitam (Salmos 94:19).

Armadilhas a evitar

Negar o problema. Entregar a Deus não quer dizer fingir que está tudo bem. Você pode ser honesto com ele sobre o seu medo, a sua raiva, o seu cansaço.

Ficar passivo. As preocupações concretas às vezes pedem ações: ligar para o banco, marcar uma consulta, ter uma conversa. Entregar não dispensa de agir, permite agir sem pânico.

Achar que a paz será imediata. Às vezes a paz vem depois de vários dias, ou aos poucos. Cada vez que a preocupação voltar, você a deposita de novo. Não é fracasso, é uma prática.

Não falar com ninguém. Certas preocupações ultrapassam a nossa capacidade: angústia constante, insônia duradoura, pensamentos sombrios. Se é o seu caso, fale com um parente, com o seu pastor ou com o seu médico. A oração não substitui a ajuda profissional.

Esta noite, dê nome a uma preocupação em voz alta, abra as mãos e diga simplesmente: “É teu.”

Pronto para colocar em prática?

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