Orar dez minutos: adorar, confessar, pedir, interceder
Cinco minutos é bom. Dez minutos é um verdadeiro tempo de oração, com espaço para várias coisas ao mesmo tempo. Esta missão convida você a reservar dez minutos, com um roteiro em quatro tempos que evita que você dê voltas ou fale só de si.
Como isso aparece no seu dia
O princípio é repartir esses dez minutos. Um roteiro possível:
- Dois minutos e meio para adorar. Você começa por Deus: quem ele é, o que ele fez. Pode dizer um salmo, cantar baixinho ou simplesmente agradecer pelo caráter dele. “Tu és fiel, tu és bom, tu és poderoso.”
- Dois minutos e meio para confessar. Você fala do que não foi certo: uma palavra, uma atitude, uma omissão. Pede perdão e o recebe.
- Dois minutos e meio para pedir. Por você: uma decisão, um medo, uma necessidade concreta. Precisa e simples.
- Dois minutos e meio para interceder. Por outros: uma família, um amigo, um colega, uma situação do mundo. Cite pessoas pelo nome.
Use um cronômetro discreto, se quiser. Também pode adaptar: se hoje de manhã você precisa sobretudo pedir, estenda esse tempo. O importante é não pular o primeiro: muitas orações começam pelo pedido e nunca adoram.
Para ajudar, aqui vai uma frase de abertura: “Senhor, venho a ti. Obrigado por estares aqui.” E uma frase de fim: “Seja como tu queres. Amém.”
Se você está com pressa, reduza cada tempo a um minuto. Se é iniciante, comece por frases bem curtas. Se é tímido, escreva a sua oração antes de dizê-la.
O que a Bíblia diz
Paulo resume a atitude de vida de um crente em três frases:
1 Tessalonicenses 5:16-18
Ele fala de orar sem cessar: uma oração contínua, da qual os dez minutos são um ponto alto, não o único fôlego. O próprio Jesus conta uma parábola para mostrar que é preciso orar sem desanimar:
Lucas 18:1
E o Salmo 141 compara a oração a um perfume que sobe diante de Deus: o salmista pede que a sua oração chegue à presença do Senhor como o incenso (Salmos 141:2). O roteiro de dez minutos é uma maneira de oferecer esse incenso com ordem.
Armadilhas a evitar
Transformar tudo numa lista de pedidos. Se você só pede, corre o risco de ver Deus como uma máquina de distribuição. A adoração coloca as coisas no lugar.
Pular a confissão. Ela é desconfortável, mas desobstrui o caminho. Não a pule, mesmo quando nada grave vier à mente.
Contar os minutos. Dez minutos são uma referência, não um contrato. Se Deus segurar você por mais tempo, fique. Se for interrompido, retome depois.
Orar com a cabeça em outro lugar. Se a sua mente for embora, traga-a de volta. Fale baixinho para ajudar.
Recitar todos os dias o mesmo roteiro de modo mecânico. Uma estrutura ajuda, mas não deve virar uma camisa de força. Seja livre para pôr vida nela.
Hoje, reserve dez minutos. Quatro tempos: adorar, confessar, pedir, interceder.