Orar pelos governantes do seu país, mesmo quando se discorda
Fala-se muito dos governantes, geralmente para criticá-los. Raramente se ora por eles. No entanto, a Bíblia pede isso claramente, inclusive numa época em que os governantes eram hostis aos cristãos. Esta missão convida você a dar esse passo.
Como isso aparece no seu dia
Orar pelos governantes não depende do seu partido, do seu voto nem da sua opinião sobre a política deles. Você pode discordar profundamente de alguém e orar sinceramente por essa pessoa. Algumas pistas para estruturar a sua oração:
- Pela sabedoria deles. “Senhor, dá a eles discernimento para as decisões difíceis.”
- Pela justiça deles. “Que as leis protejam os mais frágeis.”
- Pela saúde e pela família deles. São pessoas, com filhos, cansaços, lutos.
- Pelo coração deles. “Que eles te encontrem, ou que estejam perto de ti se já te conhecem.”
- Pela paz do país. “Que possamos viver em tranquilidade.”
Você pode escolher um nome (o chefe de Estado, o prefeito da sua cidade, um deputado) ou orar pela função em geral. Se está com pressa, aproveite o jornal da manhã: quando passar uma notícia sobre o governo, transforme-a numa oração de dez segundos. Se é tímido para se expressar, use simplesmente as palavras: “Senhor, confio a ti os que dirigem.”
O que a Bíblia diz
Paulo escreve a um jovem responsável de igreja, numa época em que o imperador romano não era exatamente benevolente:
1 Timóteo 2:1-2
Repare em duas coisas. Primeiro, a oração é por todas as pessoas, e especialmente pelos reis e autoridades. Depois, o objetivo é concreto: que possamos viver uma vida tranquila e pacífica. Não é só por eles, é também pelo bem comum.
No livro de Provérbios, encontra-se uma imagem marcante:
Provérbios 21:1
Isso não quer dizer que Deus aprove tudo o que os governantes fazem, mas que ele continua soberano, inclusive sobre quem não o conhece. Você pode orar com essa esperança.
E o profeta Jeremias escreve aos exilados em Babilônia, numa cidade estrangeira, que busquem o bem dessa cidade:
Jeremias 29:7
Paulo também afirma que as autoridades são instituídas por Deus (Romanos 13:1), o que não significa que tenham sempre razão, mas que têm um papel a desempenhar.
Armadilhas a evitar
Orar para que o seu lado vença. A oração não é uma cédula de voto. Não peça a Deus que dê razão ao seu partido: peça sabedoria para quem decide.
Orar com desprezo. Dá para usar uma oração para acertar contas: “Senhor, abre os olhos dele, para que enfim entenda como é burro.” Isso não é oração, é fofoca dirigida ao céu.
Desinteressar-se da vida pública. Orar não dispensa de se informar, de votar, de se engajar se você for chamado a isso. Mas a ordem importa: a oração primeiro, para que a ação não seja guiada pela raiva.
Abster-se por repulsa. Alguns pensam: “Eles não merecem a minha oração.” Mas não se ora pelo que as pessoas merecem. Ora-se porque Deus ama este mundo e quem o dirige.
Hoje, diga diante de Deus o nome de uma pessoa que tem responsabilidade pública no seu país. Peça sabedoria e justiça para ela. Cinco linhas bastam.