Orar por uma pessoa doente, com simplicidade e tato
Quando alguém está doente, muitas vezes nos sentimos sem recursos. Não sabemos o que dizer, temos medo de errar. No entanto, a oração é um dos presentes mais preciosos que se pode oferecer: ela não cura com certeza, mas acompanha e coloca a pessoa nas mãos de Deus.
Como isso aparece no seu dia
Pense em alguém do seu convívio que está doente: um parente, um colega, uma pessoa da sua igreja, um amigo internado. Veja uma maneira simples de orar por ele:
- Chame-o pelo nome. Diga o nome dele a Deus, com o que você sabe da situação.
- Peça a cura, com simplicidade. “Senhor, tu podes curar. Peço-te que devolvas a saúde a ele.”
- Peça também o que ajuda na prova. Coragem, descanso, paz, bons profissionais de saúde, paciência para os familiares.
- Confie-lhe o que vier depois. “Entrego nas tuas mãos o que vier para ele.”
Se puder, envie a ele uma mensagenzinha: “Estou pensando em você, estou orando por você.” Não precisa de texto longo nem de conselho médico. A frase mais útil costuma ser: “Estou aqui.”
Se você está com pressa, ore por ele ao entrar numa farmácia ou no hospital. Se é tímido, pode pedir permissão: “Posso orar por você?” A maioria dos doentes se comove com esse pedido, mesmo que não sejam crentes.
O que a Bíblia diz
O Novo Testamento incentiva claramente a oração pelos doentes. Na carta de Tiago:
Tiago 5:14-15
A oração aqui é um gesto comunitário: chamam-se irmãos, ora-se juntos. Ela não é apresentada como técnica, mas como um pedido confiante.
Uma narrativa do Evangelho mostra amigos que levam um paralítico a Jesus e não se deixam deter pela multidão:
Marcos 2:3-5
Repare: Jesus vê a fé deles. Às vezes a fé dos próximos carrega quem já não consegue avançar sozinho. Não é o doente que é posto à prova, é a sua comunidade que o carrega.
Para manter os pés no chão, lembre-se de que nem Paulo foi curado do seu espinho na carne, apesar das orações:
2 Coríntios 12:8-9
A resposta de Deus não foi a que ele esperava, mas era verdadeira e suficiente. Deus às vezes cura, e sempre acompanha.
Armadilhas a evitar
Prometer uma cura. Você não sabe o que Deus fará. Dizer a alguém “Você vai ser curado” corre o risco de feri-lo se isso não acontecer. Você pode pedir com fé sem prometer.
Fazer o doente carregar a responsabilidade. Nunca dê a entender que a doença se deve a falta de fé ou a um pecado escondido. Isso soma sofrimento a sofrimento, e não é o que o Evangelho ensina.
Substituir o tratamento pela oração. A oração não exclui médicos, tratamentos, internações. Ela os acompanha. Incentive sempre a pessoa a seguir o tratamento.
Orar diante de alguém sem o consentimento dele. Pergunte antes de pôr a mão ou de orar em voz alta. Alguns preferem o silêncio, e é um direito deles.
Desaparecer depois da urgência. As doenças longas costumam afastar os amigos. Volte a pedir notícias daqui a uma semana e daqui a um mês. É um jeito de orar com os pés.
Hoje, diga o nome de alguém diante de Deus. Depois envie uma mensagenzinha. Uma só frase pode fazer muito.